Será defeito meu?
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Aqui entre nós
Convido os leitores a visitarem o sítio da Região de Turismo do Oeste (aqui). Se calhar é por defeito de ser caldense, mas acho que o concelho tem mais para oferecer do que consta nas páginas do menu "História e Património". Aí nem o Bordalo Pinheiro se encontra referido.
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turismo
Acordai!
Incisivo e o dedo nas feridas........haja paciência.....parafraseand o.....vives nas Caldas? Aguenta!, pelo menos mais 4 anos e meio....
(Post sugerido por um leitor via Facebook)
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Fernando Lopes Graça
Ciclismo
A fotografia não é de grande qualidade. Mostra um parque de bicicletas à porta de uma estação de comboios, algures entre a linha que liga Amesterdão a Delft. Por lá, a bicicleta é um meio de transporte, com direito a vias, parques de estacionamento, mas acima de tudo prioridades: o planeamento urbano coloca-a acima do carro como meio de transporte. Por razões óbvias.
Por cá, nas Caldas da Rainha, temos um Museu. Não temos ciclovias, nem parques de estacionamento, nem nada. Temos, apenas, um museu do ciclismo. Para que serve, então, esse museu, senão para mascarar a falta de vontade política em tornar a bicicleta uma alternativa de transporte individual?
terça-feira, 5 de maio de 2009
As plasticinas dançantes de Vasco Granja
De um fio de plasticina, surgia uma cobra, da cobra um rato, do rato a ratoeira, da ratoeira o gato, do gato a menina que o abraçava e se tornava uma bola só, e da bola só de plasticina, surgia um fio...
Se não era assim, eram mais ou menos assim, os desenhos animados que Vasco Granja nos apresentava na RTP 1 ou 2, já não me lembro bem. Ouvíamos a explicação detalhada dos autores da Rússia, da Polónia, ou da Checoslováquia, quando a cultura do leste europeu ainda tinha direito a um tempo de antena, ali, entre a TV Rural do Eng. Sousa Veloso e o 70x7 já não me lembro bem de quem.
Lembrado aqui, a partir do humor de Herman José.
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Vasco Granja
Um aspecto positivo do executivo do PSD, liderado pelo Dr. Fernando Costa
Ontem à noite, depois do jantar perguntavam-me se eu não encontrava um aspecto positivo nos 25 anos da gestão autárquica do PSD e Fernando Costa. Confesso que a pergunta me deixou desarmada. Tinha necessariamente, perante a minha audiência, de destacar um aspecto positivo. Pensei, pensei muito. E de todos os que me poderia lembrar, vinha sempre o mesmo pensamento: nestes 25 anos, tudo o que foi feito, podia, devia, ter sido feito de outra maneira. Até que me lembrei de um:
Sim, há um aspecto positivo neste executivo do PSD liderado por Fernando Costa.
É o último mandato a que se podem candidatar.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Um passeio a pé até à Praça da Fruta ou a pista de obstáculos por entre carros e tubos de escape (III)
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Praça da Fruta
Discursos intemporais
Citei no post anterior um discurso que ouvi algures sobre as Caldas. Cito, hoje, outro, resgatado no pó da história, de 3 de Julho de 1989:
"Primeiro que tudo é necessário planear a cidade de forma realista mas ambiciosa. É urgente, inadiável que assentemos numa estratégia de desenvolvimento que torne, dentro de quatro anos, Caldas da Rainha a capital da Cerâmica Utilitária e Artística, a capital da Arte e do Design Industrial, a capital do Termalismo; a Região por excelência da fruta e dos produtos hortícolas com qualidade certificada, da gastronomia do Oeste, a cidade modelo do Urbanismo, da aliança entre a tradição e a modernidade, da diversão e da cultura".
20 anos depois, Fernando Costa e o executivo camarário que preside, não deram um único passo nesta direcção, mas deram muitos na direcção errada: já não faz sentido sermos a capital da cerâmica utilitária, já não podemos ser a cidade modelo do urbanismo, não souberam, mas acima de tudo, não quiseram, aliar tradição e modernidade.
Só mais um excerto de há vinte anos atrás:
" Perguntar-me-ão, talvez, que tem a Câmara a ver com estas coisas. Penso que muito ou tudo. A câmara é o orgão gestor da nossa comunidade de Caldas da Rainha e deve apoiar, estimular e dinamizar todas as iniciativas que tenham como finalidade melhorar a vida das pessoas que aí vivem. Mas mais do que isso, ela deve ter ideias formadas sobre o futuro da cidade e da Região de Caldas da Rainha e a obrigação de envolver, interessar e galvanizar todos os munícipes na concretização dessas ideias".
Há discursos que se tornam intemporais e gravitam à nossa volta à espera de serem ditos e reptidos até serem ouvidos. Independemente dos seus autores.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Caldas Welcome?
Ao longo de umas tantas sessões, o Caldas Welcome, ou Caldas do Bem-Receber, segundo o Vereador Hugo Oliveira, trouxeram umas quantas ideias para a cidade. Ideias avulsas, caídas mais ou menos de pára-quedas: a ideia de que o centro urbano da cidade se atravessa em dez minutos, um museu da água e um parque novo para a cidade. O que ouvimos, no fundo, são remendos para as falhas mais gritantes deste executivo camarário: andar a pé na cidade é um pesadelo; um museu em vez da cidade termal, que nunca quiseram construir; e 25 anos sem uma única medida de protecção ambiental e sem uma única "solução verde". Se o que se ouviu é significativo, o que não se ouviu ainda é mais. Não houve uma palavra sobre inovação, uma palavra sobre desenvolvimento estratégico, uma palavra sobre os novos desafios para uma gestão autárquica do século XXI.
"As autarquias são, hoje, efectivamente, uma parte da solução para a crise que enfrentamos". Ignorar esta responsabilidade, como faz este executivo do PSD, é não saber preparar "as oportunidades de futuro para a cidade". E quem diz o PSD, diz o Caldas Welcome.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
“continuo a dizer que se não fosse mentiroso não era presidente da Câmara”
Fernando Costa em 2005. Uma ironia, supostamente, que convém não esquecer.
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Fernando Costa,
Mentira
O marialvismo falocentrado da Confraria do Príapo
Lendo o texto integral do lançamento da Confraria do Príapo é caso para dizer:
"ÉS MULHER?
ESTÁS NAS CALDAS?
AGUENTA-TE"
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Confraria do Príapo
terça-feira, 28 de abril de 2009
“A Câmara das Caldas da Rainha está adormecida”
Desabafo de um leitor, Richard Potter, no Correio dos Leitores da Gazeta das Caldas a 8 de Setembro de 2006.
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CMCR
Acerca de um Museu do Erotismo
Convido os caldenses a fazerem uma visita virtual ao Museu do Erotismo no Pigalle em Paris. É muito ténue a linha que separa a pornografia da arte erótica. Discussão, essa, que já nada tem a ver com a loiça das Caldas e a sua divulgação. Por isso é com muita preocupação que leio estas declarações:
"A confraria é já olhada por Hugo Oliveira como "um parceiro da autarquia" que e está a desenvolver negociações para instalar na cidade um Museu do Erotismo."
(Agência Lusa, 2009-04-27, 13h10)
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Museu do Erotismo
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Homenagem contemporânea ao Deus Príapo

Admitamos que a loiça das Caldas é erótica, coisa que para muitos não é. Se é loiça e, portanto, cerâmica, pertencerá ao Museu da Cerâmica, que lhe dará o enquadramento e a dignidade que esta tradição poderá merecer.
Não pertencerá, por isso, a qualquer outro museu de sucesso duvidoso, cópia brejeira de um Museu em Paris, que um jornalista caldense, por sinal falocentrado, por acaso visitou. Se é de cerâmica que falamos, então, não falamos de "falo parades", uma parada de pilinhas pela cidade, emblema de uma cultura marialva, responsável por anos de opressão e violências simbólicas várias sobre as mulheres.
Por isso, se é também de confrarias, que falamos, o que traduzindo significa, reunião de frades, falamos de homens reunidos em torno de um Deus do Falo. Uma confraria de homens e para homens centrados não no seu umbigo, mas na sua pilinha. Como se designarão os membros femininos desta confraria?
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Confraria do Príapo
Constrangedor...
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Design Gráfico
domingo, 26 de abril de 2009
Ballard, arranha-céus e desenvolvimento
Há um romance "menor" de Ballard que gostaria de recordar hoje. Chama-se "High-Rise", traduzido seria, provavelmente, "Arranha-Céus", escrito em 1975. O título não esconde o tema central de uma história, desenrolada na sua totalidade num edifício de 40 andares. Simplificando, é uma visão negra e distópica, ao mesmo tempo que arguta e visionária, das cidades, das rotinas e da(s) vida(s) que se desenvolvem dentro destes edifícios, artefactos máximos da capacidade tecnológica humana, mas que ditam um quotidiano, de tal forma impessoal e artificial, que a organização social regride ao seu início tribal e violento. Deixo uma passagem, entre o real e a ficção: "A primeira parte do programa examinaria a vida no arranha-céus a partir dos seus erros de design e irritações menores, enquanto a última parte, observaria a psicologia da vida de uma comunidade de duas mil pessoas encaixotadas no céu - tudo desde a incidência do crime, do divórcio, dos desvios sexuais, da modificação dos residentes, a sua saúde, a frequência das insónias e outras desordens psicossomáticas. Todas as provas acumuladas durante várias décadas a lançarem uma luz crítica ao arranha-céus enquanto estrutura social viável, mas a eficência do custo na área da habitação social e os grandes lucros do sector privado pressionaram para que estas cidades verticais continuassem a ser construídas para o céu contra a necessidade real dos seus ocupantes" (p. 52).
Recordei esta passagem durante a polémica acerca da demolição das torres do Bairro do Aleixo no Porto. Recordo esta passagem sempre que me falam dos arranha-céus como sinónimos de desenvolvimento.
Recordo esta passagem hoje ao descobrir que J. G. Ballard morreu no passado dia 18 de Abril.
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Arranha-céus,
J.G. Ballard
sábado, 25 de abril de 2009
Às mulheres que também fizeram Abril
Podem não ter feito discursos inflamados no MFA ou durante o PREC, podem não ter tido voz nos partidos que então íam para a rua, podem ter ficado, apenas, em casa, a cuidar dos filhos de Abril, mas as suas canções de embalar foram as mais fortes palavras que até hoje ouvi de amor à liberdade.
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Abril
sexta-feira, 24 de abril de 2009
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